sexta-feira, 14 de abril de 2017

O giro do Fomento pela várzea do Campo Limpo

I LOVE LAJE NO FOMENTO À CULTURA DA PERIFERIA

Manhã domingueira, 09, e o I love Laje no Fomento à Cultura da Periferia foi literalmente à campo.

Nossos repórteres percorreram os Centros Desportivos Comunitários que fazem parte do projeto Do Campo Limpo Ao Sintético; Poesia Sem Miséria.

E foi no CDC Pq Ipê (SAPY) que começamos o nosso giro tendo por objetivo dar visualidade à cultura varzeana tão presente e marcante em nossa periferia.

Abrindo o ritual, às 7h30 da matina, a bola começar a rolar com os Parados, seguido do Veteranos e Esporte...

Rapaziada depois do jogo curtindo conversa em meio à cerveja regada a boa amizade...

A equipe do SAPY de Veteranos...

O SAPY, Sociedade Amigos do Parque Ypê, tem a sua história contada a partir de 1968 com a feitura do campo.

A entidade que deu nome ao time hoje já não tem relação com aqueles que formam a atual diretoria.

O time principal do SAPY, o chamado primeiro quadro...

...referência dada à época em que as equipes conseguiam manter dois times.

Do alto do muro, a assistência faz barulho e a gente segue clicando... 

A repórter Alai Diniz com os diretores Jesse e Videira...

...trabalhando na organização do festival comemorativo aos 49 anos do clube...

...fortalecendo as raízes do time em sua comunidade. 

Muito axé na  festiva data que se aproxima.

Sábado, 22, e domingo, 23 de abril, a bola vai rolar entre os melhores convivas da região...

...que lá estarão levando aquele abraço ao aniversariante! 

Grato, Jesse e Cristina. Estamos com vocês na cobertura do evento.

CDC Regional

Seguindo nosso roteiro chegamos ao CDC Regional, na Estrada do Campo Limpo, Jd Paris...

Hoje o espaço goza de boa estrutura, gramado sintético, vestiários, e arquibancadas...

E nela encontramos o conhecido o Marrom, que está entre o Dinho e o Renato. E foi a pessoa certa para nos contar como surgiu o campo da Regional.

Por volta de 1976, a várzea fervia na quebrada. O Vai-Vai que era funcionário da sub-prefeitura de Campo Limpo foi quem primeiro idealizou a empreitada. 

O time da Regional nasceu com o intuito de ser composto pelos servidores municipais, pra seu lazer na prática do futebol.

Anos se passaram e o Paraquedas assumiu o comando, mas o conjunto perdeu força e o espaço foi deixado ao mato.

Até que em 1985, o Fernando Marrom, funcionário da Regional do Campo Limpo, retoma o projeto e põe mãos à obra.

Ele relembra o apoio conferido pelo administrador Dr Juliano... 

De sua ida ao Morumbi e ter sido orientado pelo Gino, ex jogador sampaulino, inclusive cedendo uma cartilha com as medidas oficiais de um campo de futebol.

90 x 60. Marrom confirma a metragem usada e fala da terraplanagem, da topografia aplicada, e a engenharia da drenagem que foi reaproveitada na reforma atual do CDC.

A ideia inicial do time ser só de funcionários logo foi abandonada e o AR Regional, enxertada com jogadores da comunidade...

...jogava aos sábados à tarde e teve grandes times ao longo dos quinze anos em que o Marrom esteve à frente do vapor. 

Destaca o goleiro Lula, o lateral esquerdo Luizinho, o Tostão, craques que defenderam o patrimônio com muita cancha. 

Vê com alegria a evolução daquele terreno rústico, imagem guardada na memória...

...dos novos habitantes se alinhando às margens do Córrego do S.

Dos incontáveis gols assistidos, do perde ganha do jogo, das conquistas e inevitáveis confusões...

...e dos amigos que por ali deixaram saudades. 

O CDC Regional do Jd Paris tem a marca do seu empenho e trabalho...

...e se transformou em um importante polo da cultura varzeana da zona sul.

Valeu, Marrom!

CDC Martinica

Laranja preto e branco: quem desse caldo bebeu de outro não beberá... 

...é o que se dizia no meu de tempo de Martinica. 

Fundado em 1970, ano do tricampeonato mundial brasileiro...

Comemora no dia 21 de abril, sexta-feira, feriado, 47 anos de existência... 

Existência vivida com muita intensidade.

Zé Roberto, Dadá, e o nosso Parados GRM, campeão da 1ª Copa Martinica, lá se vão quase trinta anos...

Cacá, André, Dadá e o Maurão, ex zagueiro do Corinthians, representam uma memória rica do nosso futebol varzeano..

Em torno da bola, a família martiniquense se mantém unida através de gerações...

Dadá, Washington, a baby, Katia e Vital...

Apelidado de Leão da Barranco pela imponência do seu campo construído no topo da rua Roque de Mingo, Campo Limpo, hoje ganha novos ares...

O churrasqueiro Ball e Marquinho Monange utilizam as novas instalações do salão de festas para o preparo do almoço...

O CDC Martinica tem se transformado, ao longo dos anos, num centro recreativo de suma importância para a região.

De uma história repleta de emoções e conquistas...

O trabalho não para...

...e muito se deve a ação dessas duas pessoas:

Moacir Bondezam (dir) presidente e fundador, e o Manezão, diretor, que tem grande parte de sua vida ligada ao clube.    

Grafite é arte, senhor prefeito Dória. Este está estampado no muro do CDC Martinica...

...em preparo para receber os esportistas varzeanos, e os tantos amigos para brindarem mais um ano dessa intensa narrativa...

...que a partir de agora começa a ser contada aqui no Futbolando.

CDC Cleuza Bueno

Os arredores do CDC Cleuza Bueno vai se tornando vertical...

Davi faz manobras no aparelho...

E dona Vera Lucia aproveita o dia ensolarado para caminhar e se exercitar...

A rotina domingueira é de acolhimento...

Do jogo de truco sob a árvore frondosa...

Do rever e acrescentar pessoas ao nosso convívio... 

Do bate papo descontraído e o pensar nas crianças...

Da família que agrega...

Da união que soma não importa a camisa do time...

Sentada em cima do muro, a árvore acompanha o desenrole dos tempos...

Lugar onde a bola pulsa feito coração

Raiz periférica paulistana brasileira ligada em recriar o país,

...um Brasil coerente com a grandeza do seu povo.

CDC Jd Rosana

E a tarde avançava quando chegamos ao CDC Jd Rosana.

A disputa da Taça da Amizade segue firme e forte.

Essa é equipe do Casarão, do CDC Uleromã, focada no título...

...e que teve como adversário o Vila Praia.

O Repórter Favela, Richard Rodrigues, registrando os fatos para o blog Futbolando...

...entrevista o Betinho, presidente do Casarão e do CDC União Uleromã.

A várzea é dinâmica. Somente no CDC Jd Rosana mais de 40 equipes se revesam no bate bola de fim semana.

CDC União Uleromã

A domingueira vai a prumo do sol rumo ao horizonte.

Chegamos ao Jd Umuarama com a intenção de acompanhar o time feminino Família Casarão no jogo contra o GR Esperança.

E enquanto aguardávamos a saída prevista para às 16h...

Clicamos o Fato Loko, do Capão Redondo posando com sua inflamada torcida...

Joelton e Alexandre são os autores dos gols na vitória de 2 a 1...

...razão pela qual a jovem torcedora exibe o troféu conquistado. 

E encerrando a nossa visita aos CDCs do Campo Limpo...

...embarcamos rumo ao CDC Jd São Rafael, que fica depois do Grajaú...

...onde, pela Copa Libertadores de Base Futebol Feminino, as Casaretes enfrentaram o GR Esperança.

Mas aí já é outra história que se conta na próxima matéria. 

Reportagem e Fotos: Marco Pezão e Alai Diniz

DO CAMPO LIMPO AO SINTÉTICO: 

POESIA SEM MISÉRIA

A VÁRZEA É ARTE

A VÁRZEA É VIDA


PARTICIPE!

Esse projeto foi contemplado pela 1ª edição do Programa de Fomento à Cultura da Periferia da cidade de São Paulo